Agentes da Transitar relembram condutores que o cinto e a cadeirinha para a criançada têm objetivo de proteger a vida

Abordagem educativa realizada hoje (2), na Rua Erechim, envolveu mais de 120 motoristas
Há mais de duas décadas os dispositivos de segurança veicular – cinto e cadeirinha para a criançada – são um recurso de proteção pessoal de uso obrigatório, contudo, seguem sendo ignorados por muitos condutores que esquecem que eles são classificados como infração grave e gravíssima justamente porque têm o objetivo de proteger vidas. Para lembrar a importância de seguir as normas do Código de Trânsito Brasileiro como maneira de aumentar a segurança de condutores e de passageiros, agentes da Transitar realizaram uma nova ação educativa nesta manhã (2), desta vez em frente ao Departamento de Trânsito da Transitar.

O entregador de móveis Sidnei Pedro da Silva aprovou a iniciativa. Ele contou que, diariamente trabalhando em via pública, vê muitas crianças fora da cadeirinha e pessoas que deixam de usar cinto. “Acredito que as operações são importantes para reforçar e lembrar que o equipamento tem uma função importante de segurança para todos”.

O técnico de manutenção Vagner Luiz Bazanella também passou pela abordagem educativa e ouviu atentamente os agentes. Carregando duas cadeirinhas no banco traseiro, disse que não arrisca transportar as crianças fora do dispositivo. “Garantir um transporte seguro é dever dos pais e dos responsáveis”.

Na abordagem os agentes explicam como se usa o cinto de dois e de três pontos a quem manifesta dúvidas e esclarecem que para que o cinto consiga cumprir a função, deve ser usado de maneira adequada, inclusive no banco de trás, uma vez que quem estiver solto acaba colocando em risco a vida dele e dos demais ocupantes do veículo, contra os quais poderá se chocar. E, no caso da cadeirinha, sempre há dúvidas em relação à posição e ao local corretos da instalação, o que também é orientado.

Menos infrações e mais mortes

Este ano, devido à situação imposta pela pandemia da Covid-19 e a consequente redução nas operações de fiscalização, observou-se redução nas infrações em Cascavel. Contudo, elas ainda ocorrem. No comparativo com o mesmo período do ano passado, de janeiro a novembro foi registrado 30,30% menos multas graves por falta de cinto de segurança, caindo de 4.350 notificações para 3.032. No que ser refere à falta de cadeirinha, a redução nas infrações foi de 30,47%, baixando de 535 no período de janeiro a novembro de 2019 para 372 em igual período deste ano.

A preocupação da Transitar é a de trabalhar a conscientização no trânsito em todos os modais, para evitar novos acidentes com óbitos em Cascavel ou traumas graves e gravíssimos. Até agora, já são 61 mortes, atingindo o mesmo registro do ano todo de 2019. “No trânsito, todos precisamos aumentar o cuidado com a vida, sejamos nós condutores de carro ou moto, passageiros, pedestres ou ciclistas, enfim, cada um deve aumentar a atenção e o respeito às regras para que possamos conviver com mais segurança e empatia nas vias”, orienta a encarregada do setor de Educação de Trânsito, Luciane de Moura.

Ela reforça que o cinto de segurança atenua o impacto do acidente, desde que usado corretamente, pois limita a movimentação dos ocupantes do veículo em caso de um acidente (colisão, capotamento, etc) ou na frenagem brusca, mantendo o corpo preso ao banco e, com isso, reduzindo o risco de lesões e gravidade.

“Dificilmente alguém informa que estava sem cinto numa ocorrência, contudo, pela gravidade das lesões, em várias situações percebe-se que a falta do dispositivo é fator agravante. O mesmo ocorre nos acidentes fatais. Na análise detalhada dos casos de óbitos, é possível perceber que em alguns acidentes, caso o cidadão estivesse com cinto, poderia ter sobrevivido”, analisa Luciane.

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