Com mais de 3,6 mil casos de dengue, Cascavel solicita fumacê ao Estado e pede mobilização da comunidade

Cidade já tem três óbitos confirmados da doença e mais três em investigação, aponta novo boletim epidemiológico
A epidemia de dengue é real e merece sua atenção. Você, cascavelense, já limpou o seu quintal? Verificou se há criadouros do mosquito em sua casa? O governo municipal não tem medido esforços nesta batalha contra a dengue, mas a mobilização da comunidade é fundamental, uma vez que a dengue é uma responsabilidade de todos.

A colaboração de toda a população é essencial, visto que os números da doença não param de aumentar em Cascavel e chegam a recordes negativos. De acordo com o novo Boletim Epidemiológico da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), referente ao período de julho de 2019 até esta terça-feira (05), Cascavel tem o total de 3.610 casos confirmados da doença. “É um número alcançado pela primeira vez em Cascavel. Não é um número para ser comemorado. E, sim, para repensar nossas atitudes como cidadãos”, pontua a diretora da Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi.

Além disso, os casos podem aumentar ainda mais, uma vez que 1.898 pessoas estão aguardando o exame. Outros 1.889 casos foram descartados. Ao todo, são mais de 7 mil notificações no Município.

MORTES
A dengue, infelizmente, mata. Em Cascavel, já são três óbitos confirmados pela doença. As vítimas foram um jovem de 21 anos, uma senhora de 60 anos e um homem de 81 anos. Neste novo boletim, a dengue se revelou mais uma vez fatal, a Vigilância Epidemiológica está investigando três mortes suspeitas por dengue, em todos os casos os pacientes tinham sinais alarme e também comorbidades.

No dia 02 de maio, uma senhora de 66 anos morreu num hospital privado credenciado ao SUS, ela era moradora do Cancelli. Já no dia 28 de abril, outra senhora de 66 anos faleceu, num hospital da rede privada, ela era moradora do Colmeia. E no dia 29 de abril, ocorreu o falecimento de um senhor de 65 anos, na UPA Tancredo, ele era morador do bairro Universitário.  Para todos os casos foram encaminhados exames para o Lacen (Laboratório Central do Estado do Paraná), em Curitiba.

Diante do cenário epidêmico, a diretora de Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi, reforça que a dengue só será superada se houver uma mobilização de todos os cascavelenses. “A preocupação é grande tanto pelos números de casos positivos, como de óbitos. São números nunca registrados no Município, desde que a dengue começou a ser monitorada em Cascavel na década de 90, então, mais uma vez, nós nos preocupamos e pedimos o apoio à população. Além de todo o trabalho dos agentes de Endemias, de orientação e inspeção, pedimos que cada morador faça sua parte. Infelizmente, são três pessoas que morreram, três famílias que perderam uma pessoa querida por um mosquito. E eliminar esse mosquito depende de cada um de nós”, pontua.

O governo municipal tem realizado ações com agentes de Endemias e também mobilizações com as participações de outras secretarias, como Meio Ambiente, Finanças e também o Território Cidadão.

Os bairros mais afetados, conforme o boletim, são Interlagos, Brasmadeira, Cascavel Velho e Brasília, respectivamente, com 499 casos, 345, 199 e 189 registros da doença.

FUMACÊ
Por conta da situação, o Município fez uma nova solicitação de Fumacê para a 10ª Regional de Saúde. O pedido será encaminhado para a Secretaria Estadual de Saúde. O equipamento, que dissemina o inseticida por meio de um veículo, foi solicitado para 28 localidades de Cascavel. O Objetivo é usá-lo nas regiões Norte, Sul e Oeste da cidade, as mais infestadas pela dengue.

CALL CENTER – SINTOMAS DE DENGUE
Tem sintomas de dengue? Acione o Call Center 3096-9090 e digite a opção número 3. O ramal é destinado para orientações em relação aos sintomas da dengue. As queixas para a doença são: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor nas articulações, febre, manchas e coceira na pele, náuseas e dor abdominal. Os casos são notificados e, se necessário, encaminhados a uma unidade de saúde. Em situações mais graves, os cascavelenses podem ir direto a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Como posso ajudar?
Somente uma mobilização da comunidade é o que fará a diferença nessa guerra contra o mosquito. Não deixe acumular água parada, até mesmo água suja.

Dentre os locais que precisam ser vistoriados pela população estão: edícula, tonéis com captação de água da chuva, aquários sem bomba de oxigenação, pratos de vasos de plantas, bandejas das geladeiras, bebedouro de animais, tanque de roupas que ficam com água empossada no fundo, coletor de água da saída do ar-condicionado, lixeiro sem tampa e sem furo embaixo, piscinas de plástico, cisternas, caixas de gorduras e plantas aquáticas, pequenos objetos nos quintais; como tampas de garrafas, copos plásticos e brinquedos infantis. A destinação de pneus também é outro problema. A recomendação é deixá-los em uma área coberta ou então encaminhar para uma borracharia que se responsabilize. Até mesmo gotículas de água numa tampinha de plástico já são suficientes para se transformar no criadouro do mosquito.

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