Conferência discute construção de novas políticas públicas para crianças e adolescentes em Cascavel

Comunidade e poder público somam forças para melhorar o atendimento às necessidades desse público
A construção de como serão as políticas públicas que vão atender as crianças e adolescentes no futuro estão sendo debatidas nesta quinta-feira (25), na 8ª Conferência Municipal sobre o tema. Autoridades de vários setores estão reunidas, no Ceavel, para avaliar e definir o que pode ser feito para melhorar o atendimento às necessidades desse público.

Segundo o secretário de Assistência Social, Hudson Moreschi, já foram realizadas diversas pré-conferências nos bairros e a ação de hoje traz todas as demandas apuradas em todas as regiões de Cascavel, inclusive nos distritos. “Um espaço democrático, participativo, que tem como objetivo levantarmos melhorias e aperfeiçoamento da política da criança e do adolescente em nosso município. Hoje sairemos com as principais propostas deliberadas que irão para os governos federal e estadual e também para o município, de acordo com a responsabilidade de cada ente federado e, assim, cumprindo o papel da conferência, que é ter esse espaço de construção de políticas públicas, através do ambiente democrático com a participação popular”, detalha.

O prefeito Leonaldo Paranhos lembra ainda que Cascavel é uma das 20 cidades do Brasil que participam do programa Urban95, destinado à primeira infância. “É um tema que nós gostamos muito de discutir: a primeira infância e a adolescência. Temos muitas pessoas envolvidas nisso. As nossas audiências públicas, conferências que nós fizemos nos bairros, tivemos aproximadamente mil pessoas participando. É um tema importante e hoje aqui sai as políticas que nós precisamos para virar um documento, uma lei, para que nós possamos garantir os direitos das crianças e dos adolescentes”, pontua.

O juiz da Vara da Infância e do Adolescente, Fabrício Priotto Mussi, explica que a conferência é um o espaço de fala, de escuta, de conversa, e de construção de consenso que vai nortear o futuro. “É um espaço que democratiza a discussão das políticas públicas voltadas para infância, então a sociedade pode se encontrar com o poder público, pode definir, pode pensar, pode discutir, pode fixar suas ideias, suas metas, seus planos de atendimento para os próximos anos. Acredito que esse tipo de iniciativa, prevista em lei e colocada na prática, é algo que me deixa feliz, tranquilo, porque eu vejo os representantes da comunidade se aproximando pra discutir e fazer essa política funcionar”, avalia.

O discurso é endossado pela presidente do Conselho Municipal, Maria Teresa Chaves. “Aqui discutiremos todas as propostas que foram feitas nas prés-conferências, então é muito importante para política pública da criança e do adolescente que a comunidade, a sociedade civil e órgãos governamentais discutam sobre qual o melhor caminho a tomarmos para melhor atender a criança e o adolescente do nosso município”, frisa.

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