Copel comemora 30 anos de operação da Usina Ney Braga, marco na história do Paraná

A Usina Hidrelétrica Gov. Ney Aminthas de Barros Braga, inicialmente chamada de Usina Salto Segredo, completa este ano 30 anos de operação, ultrapassando a marca de 182 milhões de MWh gerados. Nos últimos cinco anos, a produção da planta foi superior a 24 milhões de MWh, quantidade de energia suficiente para atender os consumidores residenciais de uma cidade do porte de Londrina durante 50 anos.

Construída no Rio Iguaçu, próximo à foz do Rio Jordão, Segredo é a segunda maior usina da Copel, com 1.260 MW de potência instalada. A diretoria da empresa esteve no local nesta semana para celebrar esse marco importante. No encontro, lembraram de fatos históricos, como a transferência da concessão do empreendimento da Eletrobras para a estatal paranaense – que iniciou a construção da hidrelétrica em 1986 e inaugurou a planta em 1992.

O presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, reforçou para a equipe os planos para a instalação nos próximos anos. “Temos um projeto de modernização desta Usina em andamento. A concessão foi estendida até 2032 e temos um bom tempo, uma boa segurança de que ela vai continuar gerando muita riqueza para a região, para a Copel, para o setor elétrico e para o Paraná”, destacou.

USINA – A casa de força da Usina Segredo fica na margem esquerda, no município de Mangueirinha, aproximadamente 370 km a oeste de Curitiba. A barragem do tipo enrocamento (maciço de rochas) compactado com face de concreto, tem 720 metros de comprimento na crista e 145 metros de altura máxima, que permitiu a formação de um reservatório de água com aproximadamente 85 km², abrangendo parte dos municípios paranaenses de Bituruna, Coronel Domingos Soares, Mangueirinha, Pinhão, Reserva do Iguaçu.

A planta é totalmente automatizada e comandada à distância, do Centro de Operações de Geração e Transmissão da Copel, localizado em Curitiba, e conta também com equipe local altamente qualificada para operação e manutenção. São cerca de 65 pessoas atuando diretamente na Usina, entre funcionários da Copel e terceirizados.

“Vemos aqui o resultado da dedicação de gerações de trabalhadores que, desde a construção da usina, vêm atuando de forma exemplar e obtendo excelentes resultados. Hoje, temos um ativo muito bem mantido, que produz resultados excelentes para a empresa e para a sociedade”, elogiou o diretor-geral Geração e Transmissão da Copel, Moacir Carlos Bertol.

As obras civis para instalação da Usina foram iniciadas em novembro de 1986. À época, o projeto estava entre os de menor custo no País. A topografia do local, a natureza e a qualidade da rocha, o clima e a disponibilidade de materiais para a construção foram fatores que contribuíram para o empreendimento. Além disso, já existia um sistema de transmissão em operação próximo ao local escolhido para a hidrelétrica.

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL – O empreendimento foi um exemplo para todo o Brasil. Para essa Usina foi elaborado o primeiro Relatório de Impacto Ambiental de hidrelétrica do Brasil. O pioneirismo situou a Copel como modelo para as demais concessionárias do País na preservação do meio ambiente e na administração dos impactos decorrentes de uma obra de grande porte. O Rima da usina foi concluído e aprovado em 1987.

Na Estação de Ictiologia da Usina, os profissionais da Copel desenvolveram técnicas para a reprodução de espécies ameaçadas, como o Surubim do Iguaçu, peixe nativo salvo da extinção. Deste centro de pesquisa e manejo, saem alevinos para repovoamento de diversos rios e reservatórios do Paraná.

Foto: COPEL

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