“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31)

Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos católicos, defendia a distinção entre natureza e graça. Isso significou a aceitação de duas realidades que estão opostas: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: santo é aquilo que a gente vai fazer na Igreja e o secular é aquilo que fazemos fora dela, como o meu trabalho, meus estudos etc. Assim, se criou uma divisão entre o que se faz para Deus no templo e o que se faz fora do templo. Um é santo e outro é secular.
Entretanto, essa não é a ideia central das Escrituras. Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, pois, para Deus só temos relação com ele e tudo é dele. Então, quer comamos, quer bebemos, quer trabalhemos, quer estudemos, quer nos relacionemos, tudo deve ser feito para a glória de Deus. Então, dentro dessa perspectiva, tudo o que fazemos deve ser santificado a Deus e tudo é para Deus, quer queiramos ou não.Por isso, a Bíblia ensina sobre casamento, relação entre pais e filhos, relação entre patrão e empregado, entre os irmãos, nossa vida na sociedade etc. A nossa vida como um todo deve ser santa.
Não há separação entre sagrado e secular. Todas as esferas da nossa vida deve ser santificada a Deus e estar de acordo com a Palavra.Termino com a frase de Abraham Kuyper, teólogo e estadista Holandês: “Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: “É meu!”.
Texto/Pr Diogo

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