TALENTOS RECEBIDOS Mt. 25: 14-29

O talento era uma medida de peso, não uma moeda específica, de modo que um talento de ouro era mais valioso do que um talento de prata. Muitas vezes essa palavra “talento”, usada nesta parábola, é interpretada como uma habilidade natural, como se fosse os dons de uma pessoa. A parábola dos talentos ilustra a tragédia de uma oportunidade desperdiçada. Como vamos nos apresentar diante de Deus quando tivermos que prestar conta de nossos atos no dia do juízo? Será que teremos a prepotência de julgar Deus, e achar que ele ficará indiferente, diante da indolência da preguiça e a falta de interesse das pessoas em ralação ao projeto do seu Reino dizendo em nossos corações: O Senhor não faz o bem, nem faz o mal (Sf. 1: 12)?

O homem que sai em viagem representa Cristo, e os servos representam os cristãos professos aos quais são dados diferentes níveis de responsabilidade, de acordo com a capacidade de cada um. O que se exige deles é fidelidade; tanto o homem com cinco talentos quanto o que tinha recebido dois, receberam exatamente o mesmo prêmio, indicando que a recompensa está baseada na fidelidade, e não nos resultados.            A parábola sugere que todos os que são fiéis serão frutíferos em um determinado grau. A pessoa infrutífera será desmascarada, é vista como hipócrita, falsa, egoísta e sem compaixão. Ao recebermos a graça divina, herdamos bênçãos imensuráveis, além da vida eterna e do favor de Deus (Rm. 8:31-32). Mas, aqueles que desprezam as riquezas da bondade, tolerância e longaminidade de Deus (Rm. 2:4), escondendo-as na terra, e em lugar disso, apegando-se aos desprezíveis e transitórios bens deste mundo, terminarão perdendo tudo o que possuem. “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam (Mt. 6:19). Todo o tipo de acúmulo faz mal. As pessoas que acumulam gordura prejudicam todos os seus órgãos vitais e sua mobilidade, reduzindo sua qualidade e expectativa de vida. Quem acumula bens e riquezas materiais, (podre de rico) torna-se egoísta, avarento e solitário, quando as pessoas se aproximam dele é por interesse pessoal e não por amizade. As pessoas que acumulam vaidade produzem orgulho, egoísmo, intolerância e o desprezo pelos demais. São pessoas vazias, sem conteúdo e consistência, como sepulcros caiados, bonitos por fora e podres por dentro (Mt. 23:27).

O poder desmesurado e a ganância geram injustiça, o desequilíbrio, o sectarismo e a escravidão das pessoas. Isso se aplica também em relação a povos e nações (grandes impérios da humanidade) pela disputa de poder, guerras são promovidas e povos são escravizados e desterrados e multidões de pessoas tornam-se refugiadas e rejeitadas.

Por outro lado, Deus na sua infinita misericórdia nos concedeu o dom do “amor”, que aproxima, perdoa, cura, regenera, e restaura vidas para produzir muitos frutos. Tudo para não perdermos de vista o foco central de nossa vida, como filhos e filhas de Deus em Cristo. A recomendação é ficarmos atentos; “vocês já sabem que o dia do Senhor chegará como ladrão à noite. Quando as pessoas disserem: “estamos em paz e segurança”, então de repente a ruína cairá sobre elas, como dores do parto para a mulher grávida, e não conseguirão escapar” (I Ts. 5:2-3).

IGREJA ANGLICANA     _      Rev. Marialvo Rodrigues

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