Vigilância Epidemiológica destaca luta contra a Hanseníase

Simbolizada pela cor roxa, mês de janeiro é dedicado às orientações sobre a doença
O Brasil ocupa o segundo lugar mundial em número de casos de hanseníase, perdendo apenas para a Índia. Pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que em 2017, enquanto o País teve 26.875 casos, a Índia teve 126.164. Na última década, foram registrados cerca de 30 mil casos novos por ano no Brasil.

Em Cascavel, nos últimos 10 anos, de acordo com o levantamento realizada pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, o município contabilizou 328 casos, sendo a prevalência maior em homens. No entanto, os números vem caindo ano após ano: em 2019, foram 34 casos; já no ano passado 25 diagnosticados.

A cor roxa lembra neste mês o combate ao preconceito aos pacientes diagnosticados com a doença.

A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram o quadro da hanseníase, que há mais de 20 anos tem tratamento e cura.

As Unidades de Saúde do municipio estão recebendo materiais informativos para que o assunto seja abordado junto aos pacientes. “O número de casos novos de hanseníase vem caindo ao longo dos anos, porém um dado que muito nos preocupa é o aumento do grau de incapacidade física, que vem aumentando consideravelmente nos últimos anos”, alertou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Tatiane Mello.

“Devemos sempre observar o risco do subdiagnóstico e buscar sensibilizar a população e os profissionais de saúde quanto aos sinais e sintomas doença”, ponderou.

Veja como identificar os possíveis sinais da doença:

Sensação de formigamento.

Fisgadas ou dormência nas extremidades.

Manchas brancas ou avermelhadas na pele.

Perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato.

Áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor.

Nódulos e placas em qualquer local do corpo.

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